Sábado, 13 de Outubro de 2007
Hoje fui a Amesterdão, confesso que estava ansioso para conhecer esta cidade tão falada. Cheguei a Amesterdão às 13h40, não sem antes ligar à mami para lhe dar os parabéns que fez 50 anos, quando saí do comboio vi uma estação que é o o triplo da estação do Oriente!!! Ao sair da estação pude ver uma cidade super movimentada, decidi ir almoçar a um restaurante português mas estava fechado (só abre às 18h) entrei então num restaurante italiano onde comi uma pizza que estava molto bene. Decid fazer uma daquelas viagens de barco pelos canais da cidade onde se pode ter uma visão geral de toda a cidade, posso dizer que com o belo Sol que anda por aqui soube mesmo muito bem.
Depois desta viagem começei a andar a pé para conheçer melhor a cidade, fui ao Damrak que é a rua principal de Amesterdão estava imensa gente na rua, fui ao Palácio Real onde estava à frente desse palácio uma feira.
Decidi então ir a um local que toda a humanidade deveria poder visitar uma vez na vida, para podermos ter a noção que no mundo plural em que vivemos, temos todos de viver com as nossas diferenças culturais, raciais, de aspecto para que não haja discriminação, este local que eu me refiro é a casa-museu Anne Frank. O ambiente no interior é de silêncio e de tristeza. Quando entrei na parte em que os Frank e os Van Peele viveram, para lá entrarem tinham de passar uma estante que tapava a entrada, quando lá entrei posso dizer que não me senti muito bem, porque o espaço transmite uma sensação de claustrofobia, mas a casa tinha algumas coisas que consegui estabelecer bem na minha cabeça quando li o livro, a parte das escadas íngremes para o quarto do sótão da Anne Frank e as paredes todas verdes, quando saí da casa para outra parte do museu onde estavam televisões que passam filmes senti-me como se tivesse emergido e conseguido respirar após minutos sem ar. Os filmes fizeram-me ficar um pouco emocionado, principalmente o da última pessoa conhecida que viu a Anne Frank e lhe ia dar uma caixa com comida por vezes à noite, o ambiente é muito pesado, mas no fim estava numa parede uma frase que Nélson Mandela disse acerca do livro e da importância que teve para ele para nunca desistir contra as mentes obscuras que por vezes conseguem fazer coisas inimagináveis.
Fui andar a pé pela cidade, e entrei sem querer numa rua gay posso dizer que foi um choque para mim nunca tinha visto nada disto, pior foi quando passei pelas inúmeras coffee-shops desta cidade, só pessoas estrangeiras da minha idade completamente pedradas, até vi uma rapariga à porta de uma coffee-shop deitada no chão de olhos abertos e com a amiga de pé a olhar para ela mas via-se bem que estava com alucinações.
Ao fim da tarde, fui comer um belo bacalhau à brás ao restaurante português que tinha um quadro do Fernando Pessoa, um mosaico acerca dos descobrimentos, fotos da Amália, quando entrei senti logo o cheiro da cozinha portuguesa típica que coisa fantástica e durante a refeição pude ouvir o nosso fado pela voz da Amália. Fui então à Red Light District posso dizer que é chocante e é um degredo total, as prostitutas todas jeitosas nas montras e um bando de gajos completamente eufóricos a negociarem para entrarem no quarto com montra das prostitutas, no meio de tanta gente é um choque posso dizer. Mas a cena mais caricata que vi foi um Inglês a bater no vidro de uma montra a queixar-se que a rapariga da vida lhe tinha ficado com o dinheiro e não recebeu o serviço respectivo e os amigos mais atrás a rirem-se imenso dele, e a rapariga no interior estava-se a rir também, no mínimo caricato.
Depois destas visões extremamentes decadentes fui até a um café mesmo perto de um canal mais sossegado, tinham música muito boa. Regressei depois disto à minha pacata e bela Leiden, onde o Çan (meio companheiro de quarto) estava à minha espera porque se tinha esquecido da chave dentro de casa.
domingo, 14 de outubro de 2007
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