sábado, 29 de setembro de 2007

Ao som de Forrest Gump

Hoje estava eu a acabar de cozinhar quando começaram a chegar alguns vizinhos amigos do Yan, os primeiros foram um rapaz turco que não consigo dizer o nome e a outra pessoa era uma rapariga Belga que me tinha dito educadamente um olá de manhã. Chama-se Catarina, a mãe dela é Belga e o pai é Colombiano, começei a conversar com ela e a conversa estava a ser agradável porque começei a falar de literatura com ela, e gostava de escritores Sul-Americanos, livro favorito "O amor nos tempos de cólera". A Catarina estuda línguas africanas e ainda falámos na cozinha acerca daquilo que cada um pode fazer para ajudar pessoas de África e da América do Sul.
Depois disso chegou o César um Mexicano que parecia uma personagem da série O.C.(Na terra dos ricos em português) mais propriamente o Che que aparece na última série, também é uma pessoa interessante e com interesse acerca de literatura.
Por último chegou um israelita que não me lembro do nome dele, que é o namorado da Catarina, que é extremamente parecido com o Jerry Seinfeld falei com ele acerca do José Saramago.
Continuei a minha conversa acerca de política internacional de áfrica em países como o Zimbabué, R.D. Congo, foi muito agradável mas mais agradável foi ver a paixão com que esta rapariga falou acerca daquelas pessoas, é algo realmente fantástico e inspirador mas simultaneamente fiquei com a ideia de que ela ainda anda à procura do lugar dela no mundo.
Porra, fui a uma festa com o Yan a casa de umas alemãs, no ínicio até foi porreiro começei a falar com um Chileno muito porreiro, falámos acerca do Chile, poesia, e da ditadura Chilena. Depois disso veio falar comigo a francesa que o Yan anda a facturar, a miúda é gorda mas ele deve ver mal e falou dela como se fosse uma grande febra. A Helén (a francesa) posso dizer que é uma pessoa deprimente, além de que me fartou de falar do namorado dela e eu a saber que ela andava a comer "quebab", mas também acho que ela tinha fumado umas brocas por isso estava queimada. Aliás a festa tinha aspecto decadente senti-me uma peça de um puzzle colocada num sítio errado, apetecia-me sair dali e vir andar de bicicleta a aproveitar a beleza da cidade à noite. Mas o Yan e a Helén insistiram para ir beber uma cerveja com eles, caramba tinha agora de fazer de vela, eles acabaram por se distanciar e voltei para casa. Foi fantástico vir a pedadlar a ver o ceú nublado com tonalidades de castanho escuro e cor de salmão, que imagem inspiradora depois daquele cenário decadente foi óptimo ver aquela cor a envolver cada uma das minhas pedaladas da bicicleta, e cheguei a casa para escrever cada uma destas palavras com as teclas do computador a soarem à banda sonora do Forrest Gump.

Morre lentamente (de Pablo Neruda)

Morre lentamente quem não viaja
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente,
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente,
Quem se transforma em escravo do hábito,
Repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor,
Ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente,
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
Justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
E os corações aos tropeços.

Morre lentamente,
Quem não vira a mesa quando está infeliz,
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto,
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos…


Viva hoje!

Arrisque hoje!

Desfibrilhador

Tive de tirar esta fotografia porque este aparelho trata-se de um desfibrilhador, exactamente usa-se em casos de enfartes agudos do miocárdio. E estava na proximidade da bilheteira da Leiden centraal station.

Imagens de Leiden





Cozinha


Foto da cozinha

Quarto


Esta foto é do meu quarto.

Smaragdlaan 266


Esta é a minha nova casa que fica perto do Gorlaeus Building. Estou a morar com um turco cujo nome se pronuncia Yan.

Erros

Peço desculpa por alguns erros de ortografia que cometi aqui porque faço o erro de não rever o que escrevo antes de publicar.